
Festival de Música Eletrónica e Artes Digitais
ESART-IPCB em festa na estreia do MULTIVERSO
Date
18/02/2026
Entre 28 de fevereiro e 7 de março, Castelo Branco, Covilhã e Fundão acolhem a primeira edição do MULTIVERSO – Festival de Música Eletrónica e Artes Digitais.
Centrando-se no cruzamento de linguagens e estéticas contemporâneas, assim como na abordagem interdisciplinar, o evento propõe um panorama atual sobre a criação musical e artística experimental, reunindo projetos que têm em comum o uso da eletrónica, de meios eletroacústicos e das tecnologias digitais, com destaque para aqueles que têm origem na Beira Interior.
Organizado pela BIPOLAR Associação Cultural, em coprodução com as autarquias das três cidades, e numa parceria que se estende quer à Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) do Politécnico de Castelo Branco (IPCB), quer às associações culturais Terceira Pessoa e Sonoscopia, o MULTIVERSO tem direção artística de Rui Dias, docente e coordenador da licenciatura em Música Eletrónica e Produção Musical (MEPM) da ESART-IPCB.
Com atividades que se repartem por diversos espaços das localidades envolvidas (Fábrica da Criatividade, Cine-Teatro Avenida, Teatro Municipal da Covilhã, A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes), na sua estreia o festival celebra também os 20 anos do curso de MEPM, sendo a maioria dos participantes membros da comunidade de alunos, ex-alunos, docentes e ex-docentes da licenciatura da ESART-IPCB.
No programa, que inclui performances sonoras, concertos acusmáticos e instalações artísticas, destacam-se as atuações de Diogo Alvim, Joana Gama, Joana Sá, Jorge Queijo, Luís Antero, Luís Fernandes, Luís Salgado, Made of Bones e Silvana Ivaldi; os projetos de Boris Chimp 504, Drumming GP, Luís Antero, Mário Barreiros, Rita Silva e Sonoscopia; assim como os artistas João Data ou Scottie Chih-Chieh Huang.
Quanto à prata da casa, sobressai o Ensemble de Música Eletrónica da ESART. Na performance coletiva, os estudantes irão apresentar o concerto Multiverso, com um conjunto de obras originais a cargo dos alunos do segundo e terceiro anos. Juntam-se à lista Diogo Marques, com a plataforma Daltonic Goose Labs e a proposta interativa Encounter; o docente Miguel Urbano, membro dos UHF e que fez parte dos Quinta do Bill, com URB remixed; e o Digicollective, do mestrado em Produção para Média Digitais e da licenciatura em MEPM, com Aqua-Eco-Lumina. Já Carlos Guedes, o autor do plano de estudos e primeiro coordenador em 2005 do curso na ESART-IPCB, estreia Música para Estações de Comboio.