
Sinfónica em Castelo Branco e Portimão
Orquestra da ESART com Miguel Romea e António Rosado
Data
3/3/2026
A Orquestra Sinfónica da Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) do Politécnico de Castelo Branco (IPCB) regressou a 27 de fevereiro ao auditório do Cine-Teatro Avenida da cidade, num concerto conduzido por Miguel Romea.
Depois de uma semana de ensaios com o fundador da Orquestra Juvenil da Extremadura, naquele que foi o segundo estágio anual da formação da ESART-IPCB, os estudantes apresentaram dois pilares da música russa do século XIX: Abertura Ruslan e Loudmila, de Mikhail Glinka, o pai da escola nacionalista, e Scheherazade, op.35, de Nikolai Rimsky-Korsakov, composta em 1888 e muito influenciada pela música tradicional.
“Este repertório tem uma enorme dificuldade técnica, mas há também momentos de brilhantismo”, esclarece o maestro espanhol. “A saturação, o brilho, as cores da música russa são uma demonstração de gama tonal e orquestral”. Já na música escandinava, “a beleza é mais orgânica, menos dura”, impressionando pela proporção. “Com a sonoridade do grande piano e da orquestra, é uma mistura maravilhosa”.
Soma-se a participação de António Rosado, reconhecido pela elegância interpretativa e pela versatilidade de repertório para piano solo e de música de câmara, o qual interpretou o Concerto para Piano e Orquestra composto em 1868 pelo norueguês Edvard Grieg e das peças mais populares do romantismo. Estreia do pianista português num dos concertos “mais conhecidos num repertório que dá o protagonismo ao solista”, e que, “além da beleza melódica, tem também laivos importantes de virtuosismo”.
Quanto aos músicos da ESART-IPCB, “o nível é extraordinário”, confessa Miguel Romea. “Para lá do trabalho sério e profundo, têm a vontade de construir algo especial. E esta atitude nos ensaios, que são duros e intensos, é tudo para alcançar resultados incríveis” como o “festival sonoro”, conclui, que o público presente pôde apreciar. “A menor experiência em relação a uma orquestra profissional é colmatada com o entusiasmo e a alegria própria da juventude”, acrescenta António Rosado. “É sempre emocionante fazer música com eles”.
No dia seguinte, a comitiva rumou até ao grande auditório do Teatro Municipal de Portimão para um concerto no âmbito do X Festival Internacional de Piano do Algarve.






























